terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Filipenses 4.8

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma VIRTUDE há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. Filipenses 4.8 - Bíblia Sagrada - versão Almeida revista e atualizada.

Então, no primeiro post daqui do blog eu disse que explicaria o nome do mesmo. O dpp é mais que obvio, o nome da disciplina! Então o que  levo comigo é que na arte de ensinar com determinado fim eu pratique todos os dias o que diz esse versículo. 


Tendências e Oficinas

As tendências que foram discutidas em sala baseadas,principalmente, no texto de Luckesi. Muitas me pareceram “loucuras”, utópicas, possíveis! Quanto as Oficinas, não estive em todas, das que estive gostei por sempre gerarem discussões sadias em sala. 
Mas apenas aqui estará sobre a minha oficina que por sinal será apresentada no último dia de aula, cujo tema é: Ludicidade na sala de aula. 
Aí vai uma das entrevistas da equipe com um professor de História, formado pela nossa Universidade:


1 - O que é ludicidade?
2 - Qual a influência da sua presença no aprendizado?
3 - Conseqüência(s) da sua falta?
4 - Exemplos de ludicidade
5 - Problemas na utilização da ludicidade?
6 - A organização da educação no Brasil favorece a ludicidade?
7 - Você conhece a origem da palavra?
8 - Ludicidade X brincadeira: são iguais, diferentes, uma está inserida na outra?
1 – Ludicidade em termos pedagógicos é o uso de recursos que dinamizem o processo de aprendizagem, que tornem a experiência de aprender divertida para o aluno, podendo ser em forma de jogos, dinâmicas ou aulas abertas, esquetes, discussões. A forma como o recurso lúdico será utilizado também depende de vários fatores, como idade dos estudantes, serie, turno.
2 – Contribui para uma aproximação entre educador x educando, ajuda a tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico e, sob vários aspectos, menos cansativo inclusive para o educador; contribui para aumentar o interesse do educando pelo aprendizado, já que ele associa o processo com algo divertido; muitas vezes associa o aprendizado a uma atividade pratica.
3 – Basicamente, o processo se torna maçante, cansativo e contribui para a perda de interesse do educando.
4 – Turma de EJAIII 1 e 2, noturno, publico de 18 anos em diante, normalmente trabalhando nos turnos anteriores. A proposta foi para o estudo do feudalismo e das relações na Idade Media, os alunos compuseram, em equipes de 4 ou 5 pessoas, maquetes de feudos com todas as estruturas necessárias ao seu funcionamento e após a elaboração juntamos todas as maquetes no meio da sala e cada membro de equipe encarnou servo, nobre ou religioso, partindo daí propus um jogo, primeiro chamei a atenção para as divisões territoriais (a chamada “colcha de retalhos” sócio-política); e cada equipe recebeu por sorteio uma serie de tarefas que deveriam ser lidas em voz alta para a turma e executadas pela equipe, as tarefas incluíram desde a coleta de impostos medievais, relações com a igreja, iniciação de vassalos, guerras entre feudos, questões de sucessão, casamentos entre outros – as tarefas foram elaboradas de forma que os vários aspectos da organização socioeconômica e cultural da Idade Média fossem apresentadas e discutidas. A idéia foi proporcionar a estes alunos uma experiência de produção artesanal e de uma atividade que eles como adultos muitas vezes não se permitiam ou muitas vezes não tinha tempo, além disso, a experiência de vivencia ajudou a fixar e problematizar o tema, inclusive com paralelos feitos pelos próprios estudantes com a sua realidade.
5 – A utilização desse recurso tem que fazer sentido, não só para o educador como para o educando, o fica sob sério risco de banalização.
6 – Não, absolutamente. Não existe tempo, estrutura, incentivo, o profissional de educação é mau remunerado, super-explorado, só pra citar o que me lembro. O exemplo que dei só foi realizado, por que assumi toda a responsabilidade na elaboração e os estudantes adquiriram o material e a carga horária do sistema EJA propiciou a execução.
7 – Latim, ludus, significa jogo, como o jogo de tabuleiro.
8 – Brincadeiras são, per si, atividades lúdicas, mas o processo de uso da ludicidade, creio eu, vai um pouco além disso.
Lucas Borges dos Santos, graduado em Historia pela Universidade Federal da Bahia.



Memorial

Foi divertido fazer meu memorial. A principio não tinha ideia de como fazê-lo mas depois que li o de Leo (colega da turma) tive uma noção. Quando comecei a escrever o meu fui recordando uma enxurrada de momentos ao longo dos anos escolar, vários sentimentos, posso dizer que foi edificante.
Aí vai a introdução do meu memorial, interessados em ler todo basta falar nos comentários aí em baixo :)

Encontrei certa dificuldade em escrever sobre a minha pessoa, sobre a minha vida escolar. Mas se tem que escrever agradecerei a memória ao término deste memorial pela ajuda. Farei um breve resumo da tranquila vida escolar que tive, dando mais linhas a momentos mais marcantes, importantes enfim, esperando satisfazer o objetivo da professora ao solicitar esta lembrança. Como futura historiadora, sendo aspirante a tal profissão, ciente do meu desejo de ensinar e ser uma boa profissional fui a busca de fontes. Minhas fontes foram fotos, a memoria da minha amada e dedicada mãe Elizabete e boletins guardados até hoje!
                                                                                                                           Vanessa. 

Dinâmica + Livro + Filme = “Escravos de jó” + Pedagogia da Autonomia + Quase Deuses

Não vou dedicar um post exclusivo ao dia da dinâmica com a música escravos de Jó. Só tenho a dizer que não tenho nada contra, gosto de quebra-gelos, dinâmicas, brincadeiras porém para a nossa turma não achei que foi uma atividade que fluiu legal, penso que as aulas devem atingir todo o corpo da turma! Não foi o que aconteceu, alguns colegas não se sentiram a vontade para participar, dentre outras reações. Mas como já disse o post não é exclusivo sobre a dinâmica.

Discutir a obra de Paulo Freire, o livro pedagogia da autonomia e assistir o filme Quase Deuses levou a equipe que eu fazia parte refletir em três principais pontos ao nosso ver:
 - Professor como criador de possibilidades: direcionar o aluno e não desprezar o conhecimento do educando.
 - Empiria
 - Amor ao que se faz

E além de relacionar o livro com o filme resgatamos o texto discutido em sala: “ Ensinar é gostar do outro” .
Ao assistir e ler esses conteúdos, só reforçou o meu desejo em ensinar, a enxergar que por mais difícil que seja o contexto para que se ocorra a troca de informações, o aprendizado, é possível obter sucesso. Pode não ser o sucesso do reconhecimento geral, o sucesso do alcance de todos os envolvidos no processo de ensinar e aprender mas sim o sucesso de que se conseguiu plantar uma semente. Por vezes não somos nós que regamos e damos o crescimento, virão outros educadores, a vontade de quem recebeu tal semente também conta se quem a plantou preparou o solo de maneira correta, a cumplicidade durante o período de convivência entre as partes faz com que no futuro o sucesso daquele que recebeu a semente seja o sucesso de quem a plantou, regou, deu o crescimento.


Sinceridade

Sou sincera, portanto, digo que fui relaxada quanto ao blog! Porém não com as aulas, tive minhas ausências e prenda e vejo isso como bom. Talvez para alguns da turma foi bem fácil deixar seu blog atualizado por ter já o costume de postar em outros blogs, para outros, como eu, nada legal. Eu sou do tipo que prefiro ler do que escrever, estranho (ou não) para quem está se tornando cada dia, a cada aula, uma historiadora, professora, enfim...

Mas como eu disse que fui relaxada nas postagens do blog e não quanto as aulas, tenho conteúdo das mesmas que participei para postar aqui e então vamos lá!  

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PIBID

Até o dia que a professora nos convidou  para ir até São Lázaro, pois ela é a coordenadora institucional do PIBID-UFBA, participar do Seminário Integrado PIBID UFBA Filosofia, História e Sociologia - Iniciação à docência: Reflexão e ação, eu só sabia o que era Pibid de ouvir falar. Mesmo com a participação no seminário de certa forma ainda continuo conhecendo de ouvir, espero participar ativamente dele antes da conclusão do curso! 
Mas então o que significa tal sigla que apenas em um pequeno paragrafo repetir três vezes? Segundo o site da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Pibid é Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à docência  que tem como objetivo: Concessão de bolsas de iniciação à docência para alunos de cursos de licenciatura e para coordenadores e supervisores responsáveis institucionalmente pelo programa Pibid e demais despesas a ele vinculada
Das apresentações feitas pelos alunos dos três cursos a que mais gostei foi a apresentação dos alunos de História, não “puxando sardinha” para meu curso, mas foram os que me chamaram atenção pela satisfação ao trabalho deles, a motivação que eles transmitiam em lidar com o ensino apesar das dificuldades encontradas. Os alunos explicaram o tema que eles desenvolvem nas escolas que é Direitos Humanos, contaram sobre a dificuldade de implantação dependendo da escola, em uma contaram com o apoio da direção e de professores em outra não, o vencer as barreiras de estrutura física da escola e ao mesmo tempo a colaboração deles para o acesso dos alunos a setores  do colégio. 
Em todo tempo os alunos da UFBA deixavam claro que as perspectivas são otimistas, o trabalho desenvolvido por eles com os alunos não vale nota para os alunos mas eles obtém retorno, acredito que o pagamento maior deles independente de ajuda financeira, é o retorno que os estudantes transmitem ao participar. Através do Pibid o aluno da UFBa como futuro professor encontra meios de levar o aprendizado dentro e fora da sala de aula. Vejo o Pibid como tema que pode e deve ser explicado com detalhes, debatido em sala pela professora, que como coordenadora ela nos proporcione entender o programa, se existe a possibilidade de ampliação para contemplação de mais estudantes, como é feita tal seleção, dentre outras questões. 
A participação nesse seminário ampliou meu singelo conhecimento sobre educação, sobre a profissão de professor, trouxe tristeza em ver que profissionais das áreas de História, Sociologia e Filosofia são desvalorizados, encontramos profissionais de outras áreas exercendo a docência em lugar deles. Mas também me motivou a querer ensinar e isso para a minha pessoa é o mais importante, tenho que ter amor pelo que faço, mas essa questão de ter amor, do que é amor na profissão fica para o próximo post. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Será que é obrigatório fazer?

Essa foi a primeira pergunta que fiz ao saber dessa tarefa para a matéria de Didática e Práxis Pedagógicas ( daí o endereço do blog ser dppvirtude) o virtude fica pra outra hora. Vai ser um desafio a cada postagem, acredito que por ser uma “obrigação”, mas espero que tal desafio torne-se prazeroso. Penso que não foi do nada que a professora teve a iniciativa dessa forma de avaliação. No semestre passado tive duas matérias de educação, uma tive “trauma” a outra me motivou bastante, também, mais otimista a respeito da educação como aquela professora não tinha visto ainda. E pelo que já li e ouvi sobre a professora de dpp tenho boas expectativas, será mais uma a não me desencorajar sobre educação, sobre ensinar e aprender. Até a próxima aula, próximo post.