quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Oração a quem não possuía beleza que nos agradasse

Deus, queria entender, o que acho impossível, o por quê de sua criação rejeitar seus semelhantes tão somente pela cor da pele! Esse ano foi um ano de choro e de sempre e sempre me sentir impotente. Cada notícia que leio de discriminação com os imigrantes, refugiados, nas universidades, nas cidades, em especial com os originários de países do continente africano. Sem esquecer dos médicos cubanos e seus familiares. Senhor, me angustia, parece que não consigo respirar direito, são pessoas como eu e até melhores intelectualmente falando, capacitados, dispostos a trabalhar, estudar, viver como qualquer outra pessoa. Eles só recebem rejeição, maltrato, mas obrigada por existir aqueles que vão de encontro a toda maldade, que estendem a mão, que doam e compartilham. Entendo e tento lidar com aqueles que vivem num estado de revolta, de não tolerar nem um erro, nem uma ignorância sobre a questão do negro no meu país, mas preciso de sua ajuda para saber conduzir minha vida, enquanto negra, esse ser negra me é conflituoso, você sabe, Senhor, como me encontro por vezes...
Me acalma, só não me deixa acomodar, me fz instrumento de mudança e ser benção para esses irmãos e irmãs. Obrigada por me ouvir. Obrigada por ser o Deus que ama sua criação. Obrigada por ser o Deus que se fez homem, em quem não havia beleza ou formosura que nos agradasse.  

sábado, 3 de outubro de 2015

Para Laila


Naquele dia em que você veio falar comigo eu te disse que entendia o que você estava sentindo. Eu passava por isso, ainda passo mas, espero que não iludida, com menos freqüência. Por vezes machuca os outros assim como nos machuca também. Mas só nós sabemos o quão doloroso é ser nós mesmas, na busca de sermos melhores, auxiliadas pelo Santo Espirito que vai nos moldando e nos presenteando com o seus frutos do espirito! Mas nem tudo é tristeza, encontramos seres humanos pelo caminho que tem a sensibilidade de lidar conosco, de nos compreender, perceber que estamos sendo nós mesmas, sem maldade, sem intenção de ser o que nos pintam ao reagirem a nossas falas. Aleluia! 

Quando se sentir cansada, lembre que não está só e aquele que sonda seu íntimo sabe sua intenção, tente sempre se policiar mas não se anular. Utilize-se da ironia, da franqueza, para mostrar como é chato ter que ficar dizendo, por exemplo, “não estou sendo grossa”, “só estou dando um exemplo”, mas sem esquecer de falar a verdade em amor. É um exercício constante, diário, não fácil, principalmente pra nós que lidamos com grupos, com liderança de algo. Mas eu vejo que quando há mãos amigas para nos segurar, nos exortar, quando há quem se dispõe a orar por nós e nos amar como somos, nós mudamos, melhoramos. A nossa “brabeza”, “personalidade forte” ou seja lá como quiserem categorizar, definir, está sob o controle daquele que governa nossa sorte desde o principio ao fim, sendo lapidada, tratada por Ele.

Não sei se consegui demonstrar que te entendo, se era exatamente sobre isso que você se expressava, mas de qualquer forma deixo pra você essa canção que me conforta, me dá ânimo, renova as forças:

É próprio da vida o ter que se andar
Por muitos caminhos difíceis
Caminhos que ferem os pés de quem vai
Caminhos de cansaço e pedras

Caminhos escuros labirintos da vida
Onde parece que só se vai não chega mais
Não chega o fim, não

É próprio da vida o ter que lutar
A cada momento do dia
São lutas amargas que fazem sofrer
Batalhas sem trégua ou descanso
E às vezes parece que estou só e vencido
Mas ao olhar vejo o meu Senhor
Olhando pra mim
E dizendo, dizendo assim

A minha graça, a minha graça
Te basta, te basta, te basta
Porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza
A minha graça, a minha graça
Te basta, te basta, te basta
Porque quando eu sou fraco
Ai é que sou forte.

Stênio Marcius - A minha graça te basta

domingo, 17 de maio de 2015

Amigo é amigo até na divergência

Sentimento confortador
Para carregar consigo
É saber que um amigo
Ama-te sem barreiras
Mesmo com suas ideias
Que a ti mesmo causam temor


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ainda vou escrever sobre... ou não

Quis escrever sobre o momento das eleições 2014
Quis escrever sobre bancada evangélica, congresso
Quis escrever sobre IPL
Quis escrever sobre amizades e mágoas e sentimentos
Quis escrever sobre Igreja, sobre estar desigrejado ou não
Quis escrever sobre redução da maioridade penal
Quis escrever sobre dúvida e Deus
Quis escrever sobre solidão
Quis escrever sobre músicas

Ainda quero escrever sobre tudo isso
Sei que novos temas virão
Eu escrevendo ou não eles se expressarão! 

Da angústia ao momento inevitável

Tomar decisões, na maioria das vezes chega a ser irritante minha incapacidade de objetividade e certeza, eis minha angústia até o momento inevitável de resolver por algo, alguém, enfim. Fico com receio do que pode vir acontecer com essa ou aquela decisão, mesmo sabendo que devo confiar em Deus, enquanto convicta do caminhar de Deus e a implicância disso na minha vida, que é normal se sentir assim com dúvida. Mas meu caso, como já disse, chega a ser irritante, tirar a paz. Quero não ser egoísta, quero enfrentar medos, experimentar coisas diferentes, não estar sempre no meu conforto. Mas tenho pensado que na maioria pra não dizer a motivação da minha decisão sobre e por x, y, z é pensando em agradar alguém e -supostamente- viver em paz. Preciso lembrar de ser sensível a paz que realmente excede todo entendimento. Preciso lembrar de ser sensível a escutar Deus através da oração, da leitura bíblica ou por que não de uma poesia? Através de minha mãe! Na situação que me encontro de enxergar até as amizades antigas como superficiais, paz, oração, mãe, precisam ser suportes pra me aguentar quando me jogar cansada, sem ânimo, em lágrimas ou tudo junto pós decisão tomada ou não tomada também. Não é fácil se apegar a palavra que diz que os planos são meus mas a resposta final vem do Senhor, eu acredito que sim, que Ele sabe do meu futuro, que ele tem o domínio da minha vida, mas acredito que ele não criou robôs e me dotou do pensar e se relaciona comigo e a partir disso eu tomo minhas decisões. Desejo que com o passar do tempo, ah tempo, venha o aprendizado a lidar com escolhas pois simplesmente suportar as consequências destas no imediato não tem sido fácil, na verdade suportar antes de acontecer já causa a tal angústia que chega a sufocar não tem sido nem fácil tão pouco saudável. Que eu seja paciente com o outro e encontre pessoas pacientes e norteadas pela empatia no viver e assim as angústias serão dissipadas, no inevitável seguiremos ficando em paz. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Pensando antes do culto começar

Nos bancos do templo
Corpos se assentam
Carregados de pecado
Na esperança de serem mudados

Será que lhes falta força?
Será que lhes falta reconhecer
Que somente Cristo pode findar
Angustia, dor, escravidão que impregna o ser?

Liberdade! 
Quando a vou desfrutar?
Sou um desses corpos
Sou sem forças
Sou também esperança