segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sinceridade para com Deus

Hoje eu li orações, percebi que hoje e ontem, talvez amanhã, me identifiquei com elas. Orações sinceras, de um rasgar do coração, de uma enxurrada de sentimentos contidos onde foi encontrado um lugar pra desaguar. Me sinto parte desse lugar, me sinto parte do desaguar, recebo, compreendo aquelas orações. É angustiante o fato que elas não poderiam ser feitas no templo, na Igreja, numa reunião de oração onde os pedidos e agradecimentos não passam de rezas. Talvez com a igreja, um ajuntamento de corpos que sentem dor, desejo, prazer, angustia, aquelas orações, que soam como grito de socorro, desabafo, declaração de amor, possam ser feitas. E assim a dor vai encontrar caminho pra se esvair, assim a culpa vai achar caminho do perdão, a mágoa vai encontrar o caminho da reconciliação, assim eu vou poder ser eu. EU que do acordar ao deitar vou pecando, que do acordar ao deitar tenho amor, tenho graça, tenho correção inseparáveis de minha vida, pois se constituem naquele que é minha esperança, esperança de que mesmo mergulhada no chamado pecado - que me afasta dele - Ele está lá pra me fazer sair desse mergulho. Misericórdia peço, o estado que me encontro é um conjunto de incerteza, de afastamento, de aparência, de entrega ao meu egoísmo de satisfazer meu eu, sem tanto tempo olhar pra Cruz. Cruz que como diz um antigo hino: ♪ “nessa cruz para mim há mistério sem fim...” Mas tal mistério em parte é revelado quando sei que a vítima voluntária dela perdoa, convive, ama, não julga, ensina, renova e não deixa morrer a chama que ainda tá acesa aqui comigo.