sábado, 20 de dezembro de 2014

Hoje eu chorei

Hoje eu chorei assistindo
Hoje eu chorei lendo
Hoje eu chorei pensando
Hoje eu chorei sorrindo
Hoje eu chorei comendo
Hoje eu chorei orando

Hoje eu queria chorar bastante
Hoje eu queria colocar pra fora o que ta guardado há anos, dias, horas
Hoje eu queria saber quando criei essa dificuldade de chorar, pôr pra fora?
Hoje também sei que Ele ouve meu choro e seca minhas lágrimas e está comigo a todo instante

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A casa e a árvore

O melhor exemplo para definir seria uma casa do século passado, que não recebeu reparos nos últimos anos, mas por alguns motivos ela tem sua fachada pintada e quem a olha não diz que ela encontra-se em rachaduras, sem cor, a ponto de cair! Seu teto, vamos ficar com um telhado, não suporta quase mais nada. As mudanças climáticas vem trazendo chuvas violentas, acompanhadas dos ventos indomáveis, será que na próxima tempestade ela fica de pé? Olhe que foram muitas só neste ano... E se a árvore, aquela antiga árvore, que já estava antes da casa ser construída cair? Será que também vai suportar? Se ela cai, leva a casa junto, será fatal. Mas ambas resistem, unidas, ora deixando cair uma telha, um galho, um reboco, umas folhas, mas resistem. Uma com esperança de ser reconstruída, as rachaduras cuidadas.... a outra que seus galhos sejam podados, a erva daninha retirada e ambas vivam abrigando alegrias.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Da varanda do casarão

Nada de natural se move
O vento não está embalando as ondas
E malmente as folhas das árvores em redor
Se quer chove

Só se vê movimento ao longe
De automóveis e seres ditos humanos
Ao longe se ouve o cantarolar dos pássaros
E eu buscando paz como um monge

De perto ouve-se o cantar de um bem-te-vi
Marcando seu canto nessa manhã
De sol quente e confortante
Sol que fiquei a sentir e pássaro que ouvi



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Uma oração, um pedido

Queria escrever sobre as eleições, ia rolar muitos desabafos por aqui...
Mas achei num pedacinho de papel perdido aqui, traduz como ando nos últimos meses, tinha escrito uma oração, um pedido:

Deus, socorro!
Deus, Ajuda-me!
Deus, Misericórdia!
Deus! Salva-me!

 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sinceridade para com Deus

Hoje eu li orações, percebi que hoje e ontem, talvez amanhã, me identifiquei com elas. Orações sinceras, de um rasgar do coração, de uma enxurrada de sentimentos contidos onde foi encontrado um lugar pra desaguar. Me sinto parte desse lugar, me sinto parte do desaguar, recebo, compreendo aquelas orações. É angustiante o fato que elas não poderiam ser feitas no templo, na Igreja, numa reunião de oração onde os pedidos e agradecimentos não passam de rezas. Talvez com a igreja, um ajuntamento de corpos que sentem dor, desejo, prazer, angustia, aquelas orações, que soam como grito de socorro, desabafo, declaração de amor, possam ser feitas. E assim a dor vai encontrar caminho pra se esvair, assim a culpa vai achar caminho do perdão, a mágoa vai encontrar o caminho da reconciliação, assim eu vou poder ser eu. EU que do acordar ao deitar vou pecando, que do acordar ao deitar tenho amor, tenho graça, tenho correção inseparáveis de minha vida, pois se constituem naquele que é minha esperança, esperança de que mesmo mergulhada no chamado pecado - que me afasta dele - Ele está lá pra me fazer sair desse mergulho. Misericórdia peço, o estado que me encontro é um conjunto de incerteza, de afastamento, de aparência, de entrega ao meu egoísmo de satisfazer meu eu, sem tanto tempo olhar pra Cruz. Cruz que como diz um antigo hino: ♪ “nessa cruz para mim há mistério sem fim...” Mas tal mistério em parte é revelado quando sei que a vítima voluntária dela perdoa, convive, ama, não julga, ensina, renova e não deixa morrer a chama que ainda tá acesa aqui comigo. 

sábado, 8 de março de 2014

Desabafo sobre três encantos


Ele tem um abraço sufocante, tão bom, quase perco o ar
Ele me desmonta com seu jeito de me olhar
Ele tem uma forma doce, mansa, de falar 
Ele na verdade são eles, pena não serem um só e me amar.