terça-feira, 6 de novembro de 2012

O banco de refúgio

Quando olho quem passa
Paro e penso se não pensam
Que já me viram em algum dia aqui
Hoje mesmo, ontem, anteontem?

Talvez pouco importe
Mas só talvez
Se eu ligo na verdade
Nem faz diferença no decorrer

E aqui nesse banco
Nessa passagem
Fico a tentar concentrar
No que deveria

Fico a vagar na memória
Fico a querer decidir
O que nem se deveria
Decidir agora

Fico a falar contigo
E sem obter respostas
Chegou minha hora
Tenho que voltar pra casa

Amanhã o usado banco estará lá
Ele tem sido minha fuga
Inapropriada, dispensável,
Já não sei

Tu que sabes, me mostra
Naquelas linhas as quais
Não tenho convicção
Que amei.